ASSECAMPE, enfoque na interlocução com a sociedade

Promover a interlocução entre as indústrias, os órgãos públicos e as comunidades para garantir as melhores condições de segurança, proteção ambiental e qualidade de vida, por meio de ações planejadas, representa uma das principais missões da Associação das Empresas de Campos Elíseos (ASSECAMPE). Foi da necessidade de mediação e de fortalecimento do diálogo entre esses segmentos estratégicos que nasceu a entidade em 2001, embora o debate para a sua criação tenha sido iniciado seis anos antes, em 1995.

Manter os moradores das 22 comunidades do entorno bem treinados, tanto para agir preventivamente no dia a dia, como para saber como atuar em situações de emergência, além de promover ações de comunicação permanentes com esses públicos estratégicos são partes fundamentais das ações de planejamento e gestão da ASSECAMPE. Nesse sentido, desde que foi criada, mais de 10 mil pessoas já passaram pelos treinamentos promovidos pela entidade.

Por força das ações de gestão que desenvolve e de participação em inúmeros fóruns de debates sobre temas de interesse do setor empresarial, a ASSECAMPE se consolidou como uma entidade de grande credibilidade na sociedade. Os integrantes da sua diretoria são eleitos a cada dois anos e são reconhecidos como profissionais de grande conhecimento sobre as plantas industriais onde atuam, de forma que têm contribuído amplamente para que sejam ampliadas, cada vez mais, as condições de segurança e proteção ambiental das áreas internas e externas do Polo Petroquímico de Campos Elíseos, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um dos quatro maiores do Brasil.

Desde o início das discussões para a criação da ASSECAMPE, uma preocupação das empresas integrantes da entidade foi de buscar melhorias estruturais não somente na sua área interna, mantida dentro das mais modernas e rigorosas normas de meio ambiente e segurança industrial, mas, principalmente, nas vias de acesso ao Polo. Em função disso, uma das grandes demandas da Associação, junto ao Poder Público, envolve um projeto de logística que pode trazer inúmeros avanços às condições de mobilidade na região onde está inserido.

“Arquinho” – uma demanda urgente

Duque de Caxias é um município com população estimada em 2013 pelo IBGE em 874 mil habitantes. Neste importante município da Baixada Fluminense se localiza o Polo Petroquímico de Campos Elíseos, com população flutuante de aproximadamente 20 mil pessoas por dia. Não restam dúvidas quanto à importância socioeconômica desse Polo, responsável por um Produto Interno Bruto (PIB) industrial de R$ 16 bilhões, a metade do PIB desse município.

Apesar da importância do Polo como gerador de empregos, impostos e outras riquezas, as empresas integrantes desse complexo industrial enfrentam dificuldades nas condições de infraestrutura de tráfego na região, o que leva a um aumento do custo operacional e à redução da competitividade, entre outros efeitos negativos. Não por acaso, a logística de acesso e escoamento da produção local é considerada a pior entre os quatro Polos Petroquímicos do Brasil. Faltam, inclusive, rotas alternativas de fuga à atualmente existente pela Avenida Fabor para situações de emergências.

Em função dessa realidade, a ASSECAMPE desenvolveu um projeto estratégico como solução às questões de logística e segurança na região. Essa iniciativa já foi apresentada ao Governo do Estado e à Prefeitura de Duque de Caxias como uma importante demanda, não somente empresarial, mas também de interesse de toda a sociedade. A proposta, em estágio básico avançado, prevê a criação de um novo eixo de tráfego partindo do Polo Petroquímico de Campos Elíseos em direção à BR-040 (Rodovia Washington Luiz), por meio da Avenida Fabor. Essa via seria prolongada (com 8 km de trecho virgem) até a BR-116 (Rio-Teresópolis), percurso batizado de “Arquinho”, já que funcionaria como uma complementação à estrutura do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro.

Para melhorar a logística, a Avenida Actura, paralela à Avenida Fabor, seria modernizada e adaptada para ser utilizada, principalmente, como rota de fuga do Polo Petroquímico. Associada a essa iniciativa, seriam realizadas importantes intervenções locais como novas galerias de águas pluviais e iluminação pública, entre outros benefícios estruturais e urbanísticos.